terça-feira, 31 de julho de 2012

Chuva de ideias


  
   O inverno chega trazendo aconchego, cobertas quentinhas, pessoas abraçadas umas nas outras, chocolate quente, aquecedor, vontade de ficar na cama até mais tarde e dias chuvosos.
   Os dias chuvosos são perfeitos quando podemos ficar jogados no sofá, debaixo das cobertas, abraçadinho com alguém. Mas com crianças pequenas os dias chuvoso perfeitos são um pouco diferentes. O agito e a energia fazem parte da rotina. Então, ficar jogado no sofá não existe! Correr é uma ação comum a qualquer criança, portanto esqueça ficar debaixo das cobertas! Dar atenção ao filho pequeno é uma tarefa constante, então ficar abraçadinho com alguém dura apenas alguns segundo, mesmo que esse alguém seja a criança!


   Chuva na janela, terra molhada, parquinho debaixo d’água...o que resta muitas vezes é ficar em casa. Mas o que fazer com tanta energia, tédio e um espaço pequeno como um apartamento? Quando os dias de chuva se sucedem, sempre me pergunto isso e muitas vezes me surpreendo com as ideias que me vem na cabeça ou que acabo encontrando por onde navego.
   Recentemente encontrei uma boa dica: massinha de modelar caseira. Encontrei a receita no blog Ciranda Materna. Praticamente uma massa de bolo, pão, com o acréscimo de anilina para dar cor. Uma boa alternativa, com diversão e um pouco de sujeira garantida. Dá para criar bichinhos, fazer bolinhas, ensinar as cores, proporcionar uma experiência sensorial diferente para a criança. Também pensei que argila seria outra possibilidade, mas ainda não testei.
   No início da brincadeira o Nathan não gostou, ficava querendo tirar da mão a massinha que grudava. Depois relaxou e se divertiu jogando as bolinhas que fazia para ele na mesa. Às vezes elas iam para o chão tornando a brincadeira mais divertida para ele e desesperadora para mim, hahaha.
   Outra ideia é brincar de pegar ou se esconder da criança. O Nathan gosta de sair correndo para eu ir atrás dele. Uma hora vai para a cozinha, para o corredor, depois corre para o sofá e por aí vai...

   Uma brincadeira bem interessante e que contribui para o desenvolvimento motor da criança é criar circuitos de psicomotricidade, onde a criança possa subir e descer de diferentes formas e em diferentes níveis. Para fazer estes circuitos caseiros, basta criar caminhos com almofadas ou agrupá-las em montes, inclinar colchões para fazer rampas e tudo mais que a criatividade permitir. As dificuldades podem ir aumentando a medida que a criança vai se desenvolvendo. Esses circuitos ajudam a engatinhar, a andar e se equilibrar, aprender a pular e correr e ajudam a criança ter um dia diferente em casa.
   Aqui em casa às vezes invento coisa de gente grande para o Nathan participar também, como fazer bolo ou plantar mudinhas nos vasos. É tudo mais trabalhoso, mas ele fica feliz em participar. Para o bolo, preparo a mesa com todos os ingredientes e enquanto vou misturando a massa, coloco um pouco de farinha, açúcar num potinho menor para ele mexer, sentir e experimentar. Depois, coloco para assar e ao longo do processo acompanhamos o bolo crescendo e esperamos, ansiosamente, o momento da degustação, a parte mais gostosa. Já a jardinagem, como é na sacada fazemos mais bagunça! Com as pazinhas transportamos terra de um vaso para outro. Ele mexe na terra, joga nas pernas, faz aquela sujeira. E eu fico feliz em vê-lo se diveritindo com as mudinhas e todo o kit jardinagem!


   Outra ideia é a pintura, que pode ser com giz de cera, aquarela e outras técnicas, dependendo da idade da criança e dos recursos que se tem em casa. Por enquanto fazemos somente desenhos com giz de cera tijolinho. Não é uma atividade muito longa, mas as poucos o Nathan tem despertado mais interesse e até pede para pintar. Mas hoje, ao invés de fazer um desenho para o papai, ficou tirando e colocando os tijolinhos do potinho onde estavam guardados. E essa foi a grande diversão!
   Essas são apenas algumas ideias e possibilidades para os dias em casa. Mas, dentro das limitações das paredes existem inúmeras brincadeiras e atividades para deixar um dia cinzento mais colorido, mantendo assim a criança empolgada e feliz nas brincadeiras.
   Criatividade, dedicação, ideias e vontade vieram junto com o pacote de ser mãe e ser pai. Se você ainda não descobriu essas qualidades procure. Com certeza encontrará estas e muitas outras dentro de você!
   A maternidade é uma constante descoberta e um eterno aprendizado. Por isso que é tão bom!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Acima de tudo, amar!


Nem todos os dias são flores, nem todos os dias somos só amores. Alguns vêm com espinhos e outros com um pouco de carinho. Mas todos com a certeza de que vale a pena ser mãe, se dedicar, ir ao limite e viver os momentos mais incríveis e que nunca imaginei viver.
Em meio a alguns dias cansativos fico pensando nos meus limites e como vivendo no limite perco a paciência mais fácil, fico irritada frequentemente, a cabeça pesa e o corpo quer descansar. Tudo isso parece um horror, como sentir tudo isso sendo mãe de um menino tão bonitinho? Como falar isso se ser mãe é tão lindo? Bem, ser mãe é tudo de bom e mais um pouco. É conviver com esses sentimentos e aprender a não se culpar por senti-los. É admitir que essa profissão às vezes exige mais do que se parece suportar. Mas, é difícil admitir tudo isso, principalmente para si mesma. Entretanto, quando esse processo começa a acontecer tudo fica mais leve e livre.
Perceber que estes sentimentos fazem parte desta nova vida nos ajuda a viver melhor ao lado de nossos filhos, nos impulsiona a ir além, ultrapassar os limites e reconhecer que não existe a mãe perfeita e, principalmente, que eu não sou a mãe perfeita. Tenho meus defeitos, fico esgotada, muitas vezes tenho vontade de sair correndo e ter alguns minutos em silêncio, sem ninguém por perto ou tudo que queria era dormir a tarde inteira sem ter hora para acordar.
Admitir tudo isso não é fácil, quebra ilusões que construímos dentro de nós mesmas, imagens da mãe ideal ou da mãe que gostaríamos de ser e não conseguimos. Conviver com esses sentimentos não é fácil e muitas vezes a culpa caminha lado a lado evidenciando nossos defeitos, enfatizando atitudes que não gostaríamos de ter. Nessas horas, conversar com alguém ajuda, chorar até não ter mais lágrimas alivia, mas, acima de tudo, lembrar do amor que temos no coração, daquilo que desejamos oferecer aos nossos filhos pode ser a cura para esses sentimentos que muitas vezes nos perseguem. Não se iluda achando que deixarão de existir. A vida não é fácil e os pensamentos negativos dominam nossa mente. Mas acredite que o amor cura, transforma e faz a vida ser mais doce. O amor é o maior tesouro que existe dentro do coração e é esse tesouro que temos que cultivar no coração de nossos filhos.
Sentimentos negativos, atitudes ruins sempre existirão, afinal somos seres humanos e naturalmente convivemos com nosso egoísmo. Mas se tudo isso estiver imerso num ambiente de amor, será diluído e certamente o amor prevalecerá. Não quero justificar atitudes ruins ou aceitá-las, apenas mostrar que todos sentem, eu sinto e é normal sentir. Só não é normal dar continuidade a isso ou achar que tudo bem.
É necessário entender os benefícios dos aparentes malefícios. Para mim sempre foi horrível admitir que às vezes é difícil passar o dia com meu filho, que tenho vontade de fazer as minhas coisas, que fico cansada de acordar a noite. Sempre achei que teria que ser de ferro, infalível, afinal sou mãe e é para isso que estou aqui. Mas nessa última semana que tenho vivido no limite por diversos fatores estou percebendo que há algo de bom em estar no limite, principalmente porque percebo que posso ir além dele. Estou aprendendo que é possível encontrar a paz numa tarde de tempestade, que é possível se divertir com um dente incomodando, sem eu ter o tempinho da soneca da tarde para ver meus e-mails. Viver no limite tem me levado a novas leituras e descobertas, uma busca incessante por mais paciência, novas ideias e atividades. 
Viver no limite tem me mostrado que há alguém que precisa mais de mim do que eu mesma e me dedicar a esse alguém é um ato de amor. Amor é o que eu acredito, acima de tudo. Então, viver no limite tem me ensinado a amar. Acima de tudo, amar!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Entre um drible e outro, Rubem Alves


Atualmente há uma dificuldade em focarmos somente em um ponto, atividade ou pessoa. A vida que vivemos nos levar a abraçar o mundo, fazer inúmeras coisas ao mesmo tempo, pensar em todos os itens da sua lista de atividades, tentar resolver diversos problemas ao mesmo tempo. Sem contar as infinitas atividades que fazemos na frente do computador: atendemos o telefone, mandamos mensagem pelo celular, lemos um texto, curtimos um post no facebook, damos uma olhada no email e ainda tentamos trabalhar. Será que realmente tudo é feito com qualidade? Será que conseguimos dar o nosso melhor em cada uma dessas coisas?
Parei para pensar na dificuldade que temos de nos envolver plenamente em algo, de nos entregarmos e darmos o melhor que existe em nós. Se envolver vai muito além de um relacionamento. Para um bebê, estar envolvido nos braços da mãe é tudo que ele precisa, para um criança, se envolver na sua brincadeira é como fazer parte do seu mundo, para um adulto parar para escutar às vezes é tudo que ele precisa.
Estar envolvido ajuda no desenvolvimento das pessoas, no bom desempenho do trabalho, na felicidade e acredito que nos transforma em pessoas mais calmas, menos ansiosas e mais centradas, pois para conseguir sair desse turbilhão que existe ao nosso redor é necessário desenvolver essas habilidades.
O amor nos leva a isso, amor pelo trabalho, amor pelas pessoas, amor pela vida, por tudo que nos rodeia. Parar para fazer tudo com amor nos leva ao envolvimento profundo e verdadeiro e isso faz a diferença.
Percebo isso cada dia que me envolvo nas brincadeiras com meu filho. Me entregar àquele momento me transforma numa pessoa melhor. Consigo esquecer dos problemas, me sinto mais criança, observo como ele fica feliz e até o relógio muda o ritmo das horas. Como diz Rubem Alves, o tempo pode ser medido com a batidas de um relógio ou pode ser medido com as batidas do coração.
Estar envolvido nos leva a outra dimensão, onde o tempo não corre tão rápido, pois o que importa é aquele momento, o presente e onde as pessoas são mais felizes porque alguém parou e olhou para elas.
Este é o segredo, olhar para o outro, vê que existe alguém além de você no mundo. É disso que o mundo carece, é disso que meu filho precisa para se desenvolver. Um olhar, uma atenção, amor. Como já cantava Beatles: “All you need is Love”, tudo que você precisa é amor. Só assim o mundo será melhor, só assim meu filho será uma pessoa melhor e conseguirá mudar o mundo.
Estar envolvido vai além de uma simples conversa ou de ver um programa junto na TV. É estar por inteiro naquele momento desenvolvendo aquela atividade ou estando com aquela pessoa. É deixar de ser coadjuvante e ser ator principal naquele cenário. É atuar e não assistir, é viver e não deixar a vida passar.
A maternidade me leva a muitas reflexões... Cada dia uma coisa nova, um olhar diferente, um pensamento que se abre, uma certeza que fica e a dúvida que surge. Isso faz parte dos meus dias. E após pensar alguns dias sobre esse assunto, hoje vivenciei o que até então eram pensamentos baseados em leituras e momentos envolventes. Após momentos entediantes no meio de vídeos, frio chegando e dia nublado, decidi fazer algo para mudar! Roupa quentinha, bola num braço, filho no outro e praça no final da tarde para arejar a cabeça, relaxar e curtir o momento. O tempo foi pequeno, mas o momento foi eterno. Entre um drible e outro, pausa para ver o passarinho. No meio da corrida, pit stop para dar “oi” para o “au-au”. Sem contar as poses para foto, o descanso no banco e todas as outras coisas que meu filho aprendeu que nem eu sei. Decidi me envolver, viver e ser feliz! É isso que levamos dessa vida, nada mais. Desculpas sempre vão existir. Hoje eu tinha inúmeras para ficar aqui na sala da minha casa quentinha. Mas o quanto ia deixar de viver? É nisso que devemos pensar.
Os segundos passam, as horas voam. Parece que ainda temos muitas na nossa vida. Mas a verdade é que não temos certeza de nada. A única certeza é que podemos viver intensamente o que está acontecendo agora. “A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.” (Rubem Alves)


Então viva! Se envolva mais com as pessoas, pare para escutá-las, tente ajudá-las. Brinque mais com seu filho, ajude ele a se tornar uma pessoa de valor, com amor no coração. Ame seu companheiro e passe tempo com ele. Converse. Compreenda seus pais. Escute uma boa música e deixe se envolver por ela. Se dedique ao seu trabalho, dê o seu melhor. E acima de tudo ame, pois isso vai fazer toda a diferença em tudo que fizer!
“Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno”. (Rubem Alves)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Renovar para inovar


   Toda a mãe sabe a grandeza do amor e também do cansaço que compõe o dia-a-dia do cuidado com os filhos. Lidar com isso e viver, ao invés de sobreviver, é uma arte que nem todo mundo tira de letra. Às vezes o cansaço toma conta, a pilha acaba, os nervos ficam a flor da pele e parece que tudo vai sair do controle e muitas vezes sai. 
   Estive pensando a respeito e refletindo sobre a durabilidade das minhas pilhas e descobri que na verdade não é o somente o fato de ser mãe que me esgota certos dias, mas o somatório de preocupações e pressões que vivo no meio deste mundo tão maluco. Questões que ficam martelando na mente sem soluções imediatas, questões que exigem mudanças dentro de mim e questões que nem existem, que apenas fazem parte da minha imaginação.
   As preocupações não param ou às vezes elas nos fazem parar de tanta pressão na cabeça. E foi numa dessas paradas que aproveitei para pensar e buscar soluções para obter maior equilíbrio e aprender a trocar as pilhas com mais frequência.
   Percebi que no mundo que vivemos nada pára, mas para que possamos manter uma sanidade mental, um equilíbrio emocional é necessário colocar um freio e parar. Mas como parar se nada ao meu redor para? Se tenho que continuar cuidando do filho, da casa, trabalhando, dando atenção ao marido, saindo com os amigos, etc?
   Pensando nisso, descobri que essa parada para trocar a pilha pode se resumir a pequenos momentos em que podemos nos abrir para reabastecer nossa alma, revigorar as forças e resgatar todos os sentimentos que parecem ter se esgotado.
   E como fazer isso? Bem, é necessário descobrir o que faz você relaxar, se renovar e se sentir com a pilha carregada novamente. Uma volta na praia, um programa diferente que quebre a rotina, apreciar o pôr-do-sol, olhar as vitrines das lojas, sair para conversar com amigos, escutar uma música que traz boas lembranças, ler algo que te inspire, ficar fora um tempo longe de tudo e de todos...
   Essa renovação não para em mim, ela se estende a quem está ao meu redor, que sente minhas angústias e preocupações e também meu amor e alegria. E é nisso que tenho pensado e que tem me feito prestar mais atenção em mim e nos meus limites. O quanto parar é necessário e como isso traz benefícios para minha família.
   Recentemente fizemos um passeio especial de Dia das Mães, onde apreciei paisagens lindas com meu filho e meu marido. E lá, naquele lugar maravilhoso, longe de tudo e perto da natureza renovei o amor pelo meu filho e passei a apreciá-lo com mais amor, observar suas necessidades com mais atenção e não tanto como funções a serem executadas. Resgatei a simplicidade de um momento em família cheio de amor. Um passeio lindo que me trouxe paz e um novo olhar para meu dia-a-dia. Relembrar do momento faz manter vivo todos esses sentimentos e atitudes dentro de mim. E isso me inspira a pensar coisas novas, curtir ainda mais os momentos com o Nathan, inovar nas atividades e passeios que faço com ele, tendo ideias criativas para cada coisa que fazemos.
   Enfim, trocar a pilha me faz viver melhor. Me ajuda a continuar seguindo com minhas atividades, executando-as com amor e alegria.
   O grande desafio dessa vida é perceber quando a pilha está acabando e ter a certeza de que é mais vantajoso parar alguns minutos para trocá-la e depois continuar correndo a todo vapor, do que continuar com a pilha fraca e ela te obrigar a parar a corrida.


"Na corrida da vida, o importante é como percorremos o caminho, 
não se chegamos em primeiro". 
(Eric Klain)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Aprendendo a ser porto seguro


   
   Nesses dias que antecedem o Dia das Mães, parei para refletir e ler sobre minha missão como mãe. Encontrei um texto que expressa aquilo que desejo ser, as atitudes que pretendo ter e como espero agir com meu filho, expressando meu amor, educando e mostrando que ele pode voar longe do ninho. Um texto com título estranho que me chamou atenção por relacionar duas palavras que geralmente não relacionamos, mas que com um pouco de explicação é possível entender suas conexões e até desejar que elas realmente se interliguem.

   Feliz dia das Mães! 
Não só neste dia, mas que esta data seja um momento para refletirmos e amarmos ainda mais nossos filhos. 

  ... ... ...
   
     Mãe desnecessária

   Boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista esta frase e ela sempre me soou estranha. Até agora. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.
   Uma batalha interna hérula, confesso.
   Quando começo a esmorecer na luta para controlar a supermãe que todas temos dentro de nós, lembro da frase, hoje absolutamente clara.
    Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isto.
    Ser 'desnecessária' é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes.
Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustraçóes e cometer os próprios erros também.
   A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo.
    O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância e na divergência, no sucesso ou no fracasso, com peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Pai e mãe- solidários- criam filhos para serem livres.
   
Esse é o maior desafio e a principal missão.


‘Ao aprendermos a ser desnecessários, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidem atracar.' 
(Marcia Neder)





Texto extraído do blog http://textosetrechos.blogspot.com.br